Como sair da zona de amigo com sua esposa

Indo em uma festa na igreja sendo lésbica

2020.06.08 21:44 zeus789ks9wjd Indo em uma festa na igreja sendo lésbica

Olá luba, editores e possível convidada(o)... bem meu nome é Sara ( 26 anos) e moro com minha esposa Sandra (23), no ano passado adotamos duas crianças Raquel e Matheus que hoje eles têm 10 e 12 anos, bem ...... esse foi o contexto vamos para a história. ( desculpa não consegui encurta )
Em pleno domingo Matheus me conta se nós poderíamos ir a uma festinha de aniversário de um amigo dele, ( que seria na segunda )e que precisaria da presença dos pais eu logicamente neguei na hora pois estamos em quarentena e expliquei porque nós não poderíamos ir à tal festa , horas depois minha esposa aparece falando que seria bom pras crianças sair um pouco e que levaríamos álcool em gel , máscaras, mas mesmo assim me recusei pois não gosto de sair de casa muito menos em plena pandemia. Contudo a noite Sandra continuou a encher minha paciência dizendo que teve a confirmação que seriam poucas pessoas, e que o menino (amigo do meu filho) estava louco para vê-lo e que séria um espaço aberto, então poderíamos ficar em um distanciamento seguro, Mas ainda assim não queria ir pois não estava com paciência e muito menos vontade de sair, então achei que o assunto tinha morrido ali ( e realmente fiquei mais tranquila ) mas como tudo não são rosas, despertei com Matheus gritando no meu quarto dizendo : MÃEEEEE ACORDA NÃO QUERO ME ATRASAR, nesse momento meu cérebro estava uma zona e só consegui me Levantar e ir direto pro banheiro o enguinorando .
 Só pra depois minha mulher vim falar pra eu me arrumar que iríamos dar nem que fosse só uma passadinha na festa, e lá estávamos arrumados em direção a festa e eu com uma carranca horrível no rosto, chegando lá minha cara só piorou pois a festa era numa igreja (coisa que minha mulher não me contou pois não tive memórias boas com uma ) respirei fundo e entramos, e realmente tinha poças pessoas e a festa estava acontecendo nos fundos da igreja , onde havia um campo aberto . Um tempo depois eu já estava bem distante de todos so vendo a paisagem e olhando meus filhos , quando um mulher fica me encarando a distância de cima a baixo (Eu estava com uma camisa social de botões onde estava aberto apenas os 3 primeiros e com sapatos sociais pretos ) isso acabou me encomodando bastante, pois ela não disfarçava um olhar de dúvida que só com a aproximação da minha mulher fez com que tirasse suas dúvidas. ( não tenho nada contra as pessoas religiosas e respeito mas aquela mulher estava me matando com os olhos). 
E finalmente a festa tinha acabado e já estáva me dirigindo ao carro quando a mulher do olhar mortal, chama todas as crianças em um círculo para contar um pouco da palavra (até então não estranhei nem nada ) e com isso os pais também se aproximaram, quando do nada a mulher começa a falar de sexualidade para crianças de menos de 14 anos!!, minha mulher que estava ao meu lado já fazia caras e bocas não gostando muito disso ( e comseguentimente os outros pais também não) meu coração foi a mil quando ela falou que todos aqueles que tiverem relação do mesmo sexu são horríveis e que irão para um lugar pior quando morrerem,(e só pra constar eu já tinha começado a falar com meus filhos sobre o porquê haver vários tipos de casais mais nada como aquilo ) minha mulher Deu um passo a frente e eu segurei seu braço, temendo pelo pior ;
 O olhar que ela me Deu foi amedrontador e pior que isso foi sair da festa com meus dois filhos me lotando de perguntas sobre o porquê é errado ter 2 mães, e minha mulher brava comigo que nem olhou pra mim depois disso . 
Ps: a mulher era a pastora do local e ainda por cima a mãe do amigo do meu filho que por acaso queria conhecer a "mãe e o pai " do amigo do filho .
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2020.03.28 20:07 Darth_Horseman Ela não merece alguém melhor que você, ela merece um VOCÊ melhor que você.

Amigos, é raro quando eu posto aqui, geralmente eu só comento aconselhando os homens presentes, mas esse post eu creio que vai para ambos os sexos, então prestem atenção. Eu tenho 3 grandes arrependimentos na vida, um deles foi ter terminado com essa garota há 4 anos atrás porque eu tive essa mentalidade de "Ela merece alguém melhor", mal sabia eu o quão enganado eu estava. Essa garota foi a primeira na minha vida que eu considerei seriamente em um dia chamar de esposa, ela era a minha "gorducha mágica" como eu a chamava, porque ela adorava animes de garota mágica tipo Sailor Moon e os caralho, o sorriso dela melhorava o meu dia, e não importa o quão na fossa eu estivesse, o sorriso dela me tirava de lá, por 1 ano e meio (meu relacionamento mais duradouro) ela esteve comigo nos meus melhores e piores momentos da vida, meus momentos com ela me faziam esquecer da minha depressão, mas aí então ela começou os estudos, queria viajar pra fora do pais, eu super apoiava isso, mas eu nunca poderia acompanha-la, devido ao meu estado de vida mental, emocional, e financeiro, porque eu meio que estagnei na vida há anos e não consegui mais sair porque me afundei na minha "zona de conforto" assim por dizer, nisso eu comecei a pensar que ela merecia alguém melhor que eu, e acabei terminando com ela por esse motivo, e esse foi o maior erro que eu já cometi. Ela ainda é minha amiga, terminamos de boa e ainda nos falamos as vezes, e estou ok com isso, mas não voltaria com ela se houvesse a oportunidade porque nós somos pessoas totalmente diferentes agora, mas o foda é que já fazem 4 fucking anos que eu terminei com ela e até hoje eu não superei aquilo que vivemos, eu literalmente me isolei de relacionamentos por causa disso, porque o que eu e ela compartilhávamos, era algo que eu sinto que eu nunca mais vou conseguir compartilhar com ninguém, então pra que tentar? Prefiro seguir solteiro do que perder meu tempo com outra pessoa. Portanto amigos, eu lhes peço, não cometam o mesmo erro que eu, se algum de vocês encontrou alguém que te botou esse pensamento maldito de "ela merece alguém melhor" na sua cabeça, não sejam como eu, se você deu a sorte de encontrar alguém assim nesse maldito mundo moderno cheio de relacionamentos vazios que são unidos apenas pelo sexo, NÃO, DESISTA, DELA, porque muitas pessoas mundo afora vão passar a vida inteira procurando alguém assim sem nunca encontrar, então se você ganhou nessa loteria, trabalhe, esforce-se, faça sacrifícios, saia da sua zona de conforto, pois é por essa pessoa que vale a pena lutar e se tornar uma versão melhor de você.
submitted by Darth_Horseman to desabafos [link] [comments]


2019.09.13 21:32 oppadoesntlikeyou [Discussão] Porque a Homossexualidade de hoje não é a mesma a qual a Bíblia se refere.

Warning: Long Post Ahead.
TLDR no final para os naoli & nemlerey.
Todo mundo conhece esta passagem da Bíblia: "Não te deitarás com um homem, como se fosse mulher: isso é abominação."
Este versículo é hoje utilizado por vários religiosos para descriminar homossexuais e tratar esse comportamento como algo abominável, anormal e alguns até alegam que deve ser combatido.
Hoje eu estou aprendendo coreano, (sempre curti a cultura asiática por algum motivo desconhecido, já que não tenho raízes nenhuma com esse povo e sua etnia. (Sou do Nordeste, a nível de curiosidade, mais especificamente Ceará).
Estava lendo coisas sobre História, que é um tema que muito me agrada, e acabei lendo um pouco sobre História da Coréia (Joseon) e acabei encontrando algumas coisas bem curiosas.
Umas dessas coisas que me chamou atenção foi o fato de na era Joseon (período entre 1300 ~ 1910) havia registros de homens prostitutos (?) /maleprostitutes em inglês. Homens que faziam serviços para outros homens em casas específicas.
Considerando que homens prostitutos era algo presente em outras culturas também, sobretudo na zona do oriente médio onde se teve grandes civilizações, não é difícil imaginar que na época que a bíblia foi escrita (a mais de 5 mil anos) também houvesse casos de homens se deitando com outros homens.
"Tá, mas se homem se deita com outro homem sendo prostituto ou não é viado do mesmo jeito!"
Vamos entender a razão do porque um homem daquela época se deitaria com outro homem.
O casamento era um 'negócio', feito a partir de um contrato que unia moças e rapazes numa aliança comunal. Esse negócio era pago pela família da noiva, como ovelhas, terras e bens, como dotes para que o casal prosperasse e fosse uma família de bem tradicional.
Mas se homem deita com mulheres prostitutas ele não está querendo casar. Está querendo farra. Vagabundear por aí sendo feliz. Comportamento completamente aceitável, não é? Não pela Bíblia:
"Então, meu filho, por que você se deixaria extasiar por uma mulher devassa? Ou abraçaria o seio de uma mulher imoral? Os caminhos do homem estão diante dos olhos de Jeová; Ele examina todas as suas veredas."
Mas homem não casa com outro homem. Porque ele casaria? Ele não teria direito a dote nenhum. Natica de ovelha, gado, gato, cachorro, galinha. Nada. Nem um torrãozinho de açúcar seria lhe oferecido.
Se homem SE deita com outro homem, e não existe dote para o casamento, o que ele está querendo então? Ora, não é óbvio? Está querendo farra. Vagabundear por aí sendo feliz. Isso é sodomia.
Até aqui, em essência, parece tudo igual aos tempos de hoje, não é?
Não.
Pois entre o tempo em que a bíblia foi escrita e o século que vivemos, aconteceu 1 coisa incrível na humanidade.
Os movimentos literários.
Um deles foi o chamado Trovadorismo. Onde bardos escreviam e cantavam canções e cantigas para suas amadas impossíveis. Impossíveis porque elas tinham um negócio a fazer. Um casamento com algum senhor que mal conheciam. As amadas não ficavam imunes, por ora rezando que o seu poeta pobre fosse embaixo da sua sacada lhe dar um boa noite antes que ela tivesse que se mudar para terras distantes. Histórias de amor não correspondido, tragédias envolvendo mortes do amado/da amada entraram na memória popular.
E a partir deles, diversos movimentos literários se seguiram e por mais que a Arte seja desmerecida atualmente por uma parte da sociedade, foram as artes que mudaram o curso da humanidade para sempre, pois com histórias como Tristão e Isolda e Romeu e Julieta e muitas outras, criou-se um sentimento novo no povo. Principalmente no povo humilde que não havia terras, gado ou açúcar para oferecer para ganhar a mão de sua amada.
Era o amor.
Ah, o amor. O amor "Que se mesmo pudesse falar a língua dos anjos e dos santos, sem amor, nada seria."
Amor que por muitos séculos, elitistas e nobres menosprezavam com força maior do que um touro. Que a própria Igreja Católica dizia não ser reconhecido por Deus, pois para casar, tem que dar dote! Não amor. Amor não paga contas. Não paga os vassalos. Amor é para os pobre que dependem do estado!
Inclusive, a Igreja só autorizou celebrar casamentos por amor a partir do século XVII. E só foi banir casamentos por 'contrato' um século mais tarde.
Esses séculos do meio que vieram entre a bíblia e o nosso, fez com que as relações amorosas heterossexuais fossem diferentes. Completamente Diferentes.
E se as relações heterossexuais não são as mesmas da bíblia de 5 mil anos atrás, as homossexuais muito menos, já que o relacionamento entre homens passou a incorporar os mesmo ideias de amor de uma relação heterossexual.
Então, da próxima vez que alguem chegar e disser que "Homem não pode ser viado, tá na Bíblia!"
Diga que "Não se pode trazer os textos da bíblia de 5000 anos atrás e colocá-los como pertinentes hoje em dia porque são contextos diferentes." (Dificilmente, alguém irá discordar disso.) Mas se continuarem insistindo, diga que "Ta na Bíblia que você também não pode sair fornicando por ai com outras mulheres se não a sua esposa!"
Não fará efeito algum.
Mas um dia, talvez, numa conversa de bar que você e seus amigos estejam muito bêbado e afim de filosofar, você pode dizer que se grande parte da sociedades hoje em dia não se casa mais por torrões de açúcar ou sacos de sal, não tem porque achar que dois homens se relacionando hoje, principalmente como namorados, é a mesma coisa de 5000 anos atrás.
O ato de se deitar é o mesmo. A razão é diferente. E essa razão faz toda a diferença do mundo.
TL/DR1: A bíblia diz que homens não deve se deitar com outros homens para prevenir que homens procurem por homens prostitutos, já que se relacionar com homens não traria beneficio algum. Homem com homem não dá dote no casamento. E o casamento era negócio que homens usavam para ficar ricos e poderosos.
TL/DR2: Os movimentos artísticos, principalmente os literários, mudaram a percepção geral das relações entre homem e mulher. O amor passou a fazer parte da vida da sociedade, quebrando regras e tradições, permitindo que casamentos por amor pudessem ser realizados. As relações homossexuais de hoje também espelham a mesma percepção de afeição. Então as relações homossexuais não são as mesmas tratadas na bíblia porque homem que se deitava com homem naquela época o fazia porque era sodomita e não porque nutriam sentimentos um pelo outro.
Agora pode voltar a sua cervejinha nesta sexta-feira 13.
Esse foi o meu primeiro post neste subreddit. Um texto imenso desse, podem dar downvote a vontade, =).
submitted by oppadoesntlikeyou to brasil [link] [comments]


2019.09.13 17:49 gcbraun Mudando de país e de carreira depois dos 30: a minha experiência...

Recomendaram que fizesse esse post por aqui:

Nasci no Rio de Janeiro, em uma família de classe média alta, no início da década de 80. Após frequentar bons colégios, me formei em Direito em meados dos anos 2000. Tinha uma ótima vida: morava a poucos metros da na praia de Ipanema, tinha uma renda bem acima da média e era produtivo na minha vida pessoal e profissional.
Ainda assim, desde que comecei a viajar sozinho pelo mundo, a volta para o Brasil sempre me inquietava.
A falta de civilidade das pessoas e a cultura do carioca médio de buscar vantagens em tudo sempre me incomodou.
O relativo sucesso profissional, por outro lado, encobria parcialmente a realidade de que nunca me senti realizado como advogado. Desde pequeno sempre fui fascinado pelo mundo da tecnologia, mas por questões de tradição familiar, optei pelo bacharelado em Direito.
O Ano era 2013, a economia brasileira crescia ao ritmo de 3.0% ao ano, o convite para me tornar sócio do meu então escritório tinha chegado, havia enfim feito uma grande reforma no meu apartamento, comprado um carro novo de excelente padrão e estava namorando uma menina do mais alto garbo.
Não obstante, a inquietude permanecia.
Obviamente jogar tudo para o alto de uma vez só seria loucura, mas naquele mesmo ano tomei uma opção que deixou muitos familiares e amigos totalmente confusos: ingressei em uma nova faculdade para cursar Análise e Desenvolvimento de Sistemas.
Em 2015, pouco antes da explosão da crise brasileira, já com a graduação tecnológica finalizada, tomei a decisão que faltava para o turning-point da minha vida se completar: pedi demissão, vendi meus bens e parti rumo ao continente Europeu.
Depois de um ano de estudo em tempo integral do idioma local, veio o convite para ingressar como terceirizado em uma grande multinacional alemã na área de TI. Entrei ganhando pouco, em um segmento no qual ainda não possuía qualquer experiência e falando um idioma com o qual não estava totalmente familiarizado.
Em 2018, um ano e meio depois, recebi o convite de efetivação e hoje colho os seguintes resultados da minha escolha:
Em suma: sair da sua zona de conforto não foi um mero clichê no meu caso. Com muito planejamento e algum esforço consegui me re-inventar completamente depois dos 30. Espero que este relato inspire alguém a fazer o mesmo!
submitted by gcbraun to foradecasa [link] [comments]


2019.09.13 08:16 gcbraun Mudando de país e de carreira depois dos 30: a minha experiência...

Nasci no Rio de Janeiro, em uma família de classe média alta, no início da década de 80. Após frequentar bons colégios, me formei em Direito em meados dos anos 2000. Tinha uma ótima vida: morava a poucos metros da na praia de Ipanema, tinha uma renda bem acima da média e era produtivo na minha vida pessoal e profissional.
Ainda assim, desde que comecei a viajar sozinho pelo mundo, a volta para o Brasil sempre me inquietava.
A falta de civilidade das pessoas e a cultura do carioca médio de buscar vantagens em tudo sempre me incomodou.
O relativo sucesso profissional, por outro lado, encobria parcialmente a realidade de que nunca me senti realizado como advogado. Desde pequeno sempre fui fascinado pelo mundo da tecnologia, mas por questões de tradição familiar, optei pelo bacharelado em Direito.
O Ano era 2013, a economia brasileira crescia ao ritmo de 3.0% ao ano, o convite para me tornar sócio do meu então escritório tinha chegado, havia enfim feito uma grande reforma no meu apartamento, comprado um carro novo de excelente padrão e estava namorando uma menina do mais alto garbo.
Não obstante, a inquietude permanecia.
Obviamente jogar tudo para o alto de uma vez só seria loucura, mas naquele mesmo ano tomei uma opção que deixou muitos familiares e amigos totalmente confusos: ingressei em uma nova faculdade para cursar Análise e Desenvolvimento de Sistemas.
Em 2015, pouco antes da explosão da crise brasileira, já com a graduação tecnológica finalizada, tomei a decisão que faltava para o turning-point da minha vida se completar: pedi demissão, vendi meus bens e parti rumo ao continente Europeu.
Depois de um ano de estudo em tempo integral do idioma local, veio o convite para ingressar como terceirizado em uma grande multinacional alemã na área de TI. Entrei ganhando pouco, em um segmento no qual ainda não possuía qualquer experiência e falando um idioma com o qual não estava totalmente familiarizado.
Em 2018, um ano e meio depois, recebi o convite de efetivação e hoje colho os seguintes resultados da minha escolha:

Em suma: sair da sua zona de conforto não foi um mero clichê no meu caso. Com muito planejamento e algum esforço consegui me re-inventar completamente depois dos 30. Espero que este relato inspire alguém a fazer o mesmo!
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2019.04.25 16:49 euamocachorros79 Eu não tenho ressacas, mas meu amigo tem segredos

Saímos do balcão, e Pedro escolheu se afastar da nossa mesa preferida, perto do palco. Procurando uma das mesas mais recolhidas, apontou para um dos cantos do pub e lá pedimos mais bebidas. Minto, eu pedi mais um chope artesanal e uma dose de Jack, Pedro não quis nada. O que não deixava de ser estranho, pois estávamos ali para beber. Mas, naquele momento, ele preferia falar.
Antes de repetir aqui as palavras de Pedro, preciso esclarecer alguns pontos sobre […]. Apesar de sermos uma comunidade pequena, não mais que vinte mil habitantes, a cidade de […] possui extensão territorial bastante grande. O que permite que os bairros e vilas tenham se formado separadamente, de um jeito bem peculiar, alheio aos agrupamentos urbanos comuns. Ou seja, temos quatro núcleos urbanos bem distintos, atravessados por uma estrada velha e por uma rodovia com bastante movimento de caminhões, utilizada para escoar a produção agrícola da região. Imagine uma vagem com apenas quatro grãos. E depois, temos toda a zona rural, com estradas vicinais num emaranhado que lembra uma rede neural. Os fatos que meu amigo narrou se passam em uma dessas estradinhas de chão batido, quando ele era adolescente.
- Joel, tu tem certeza do que viu naquela manhã? Ele disse, falando meu nome com uma ênfase estranha.
- Bah! Pensei que tu não quisesse conversar sobre isso. Mas, sim. Eu sei bem o que vi. Não estava alucinando ou sob efeito de qualquer substância.
- Não estou brincando, Joel. E tu também não deveria brincar se realmente avistou o que eu penso que viu.
A adrenalina percorreu meu corpo tão rápido, em forma de medo e ansiedade, que a sobriedade chutou a porta formada por relâmpagos de álcool. Instintivamente calei e prestei atenção às suas palavras.
- Isso aconteceu há muito tempo, quando eu recém tinha saído das fraldas. Os tempos eram outros, e fora do horário da escola, eu podia sair e voltar a hora que bem entendesse, sem receios ou grandes preocupações. Meus pais somente diziam para eu voltar antes de escurecer. Única regra. De resto, eles confiavam no meu bom senso. Ou nas lições que a vida ensina. E ela ensina muitas. Pois bem, naquela época meu melhor amigo era o Polaco, que Deus o tenha. Ele era um ano mais velho que eu e gostava de tudo relacionado à vida no campo, desde a lida com os animais até o cultivo das plantas e alimentos. Aprendi a pescar com ele, num riacho que hoje não existe mais, canalizado e transformado em esgoto da nossa cidade. O Polaco era uma dessas pessoas especiais, capazes de saber tanto do tempo de cura em uma peça de embutido quanto de qual nó a ser utilizado em qual situação. Ele amava acampar. Ter o céu estrelado como cobertor o fazia feliz. Pois bem, quando eu tinha treze anos, pedi a permissão de meus pais para acampar com o Polaco. A filha do capataz da fazenda de um tio dele casaria e nós fomos convidados para a festa. Iríamos caminhando até a fazenda e aproveitaríamos o trajeto longo entre nossa cidade e a fazenda para acamparmos. Meus pais certificaram-se do trajeto que faríamos, e autorizaram nossa aventura. Desde que, chegada a noite, nós nos recolhêssemos em segurança. E assim, no meio da tarde da véspera do casamento, estávamos os dois com mochilas recheadas de lanches, gibis e roupas, sacos de dormir e uma barraca. Partimos do centro da cidade, tomando o que hoje é conhecida como estrada velha. Após duas horas de caminhada, tomamos uma das estradas vicinais que menos tem bifurcações, em direção à fazenda, aquela que corre junto do rio […]. Depois de mais algum tempo o sol aproximou-se rapidamente do horizonte e resolvemos acampar. Polaco começou a montar a barraca e eu fui encarregado de buscar água no rio para aquecer junto à fogueira que ele fez em minutos. Ele teve cuidado de escolher o melhor local possível para nosso abrigo, uma área levemente inclinada, e assim que a barraca estava pronta, começou a revolver a terra formando um pequeno fosso em volta dela. Vendo minha cara de surpresa, ao voltar com a água, explicou que aquilo servia para escoar a chuva. Apesar de não ver nenhuma nuvem no céu, respeitei sua experiência. Ele parecia saber o que estava fazendo.
- Eu preciso mijar. Falei, levantando um dedo num pedido atrapalhado de pausa na história.
Minhas pernas estavam leves, mas meus passos foram certeiros até o banheiro. Depois de me aliviar, ao lavar as mãos, pude reavaliar meu estado de falsa sobriedade. Por fim, avaliei que estava bem o suficiente para ouvir e não esquecer nada do que Pedro dizia e retornei à mesa. Pedro não estava lá. O Bodega ainda estava com pouco movimento, e pude ver uma agitação perto da saída. Ele estava discutindo, tentando manter a voz calma, mas falhando miseravelmente, com alguém que eu não conseguia ver por estar do lado de fora. Chamei-o mais alto do que devia, pois assim que falei seu nome, várias cabeças olharam para mim. Menos Pedro, que saiu do pub num passo apressado.
Paguei a conta e, constrangido, procurei por ele na rua. Nem sinal. Tentei ligar para o celular dele e caiu direto na caixa postal. Preferi não ligar para a casa dele, para não assustar sua esposa. Enviei algumas mensagens por aplicativo e resolvi esperar até o dia seguinte, onde nos veríamos no escritório. Eu queria entender o que aquela história de infância tinha a ver com minha situação. E também saber quem o tinha deixado tão irritado a ponto de sair sem se despedir.
submitted by euamocachorros79 to EscritoresBrasil [link] [comments]


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